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"Quem me dera ao menos uma vez ter de volta todo o ouro que entreguei a quem conseguiu me convencer que era prova de amizade. Se alguém levasse embora até o que eu não tinha..." Comecei este "papo afinado", com palavras e idéias relacionadas com um povo diferente dos nossos padrões de normalidade. Normalidade? Quantas incoerências percebemos em notícias do mesmo tema, apresentadas em Canais de TV diferentes? Quantas CPIs foram criadas nesta última década? "Comissões de Ética" para controlar a qualidade das CPIs existentes. E até uma CPI para controlar a própria Comissão de Ética? Tudo virando pelo avesso. Aí vêm os "homens diferentes", que se aproximam oferecendo espelhos, presentes e levam sem avisar, uma "história construída ao Sol e ao Som de uma afinação aprendida por gerações. São aprisionados, mortos por infecções virais das quais não aprenderam a se defender. E sem pedir licença, "matam estes seres humanos que foram condenados sem sequer serem julgados. De onde veio o título de "dono do mundo"? Sabemos que Chaplin foi genial ao criar, encenar, dirigir, produzir um filme com este mesmo título. Só que este famoso "título" viajou séculos, continentes e hoje vivemos esta busca do poder de ditar o certo e errado, de dirigir e controlar comportamentos criando regras baseadas em paradigmas sem sentido, num mundo no qual todos os sentidos são tão valorizados principalmente a visão sensorial, que domina e é a responsável por 70% de tudo o que é absorvido por nós, seres humanos! Vivemos a era da "Idade Mídia", na qual os estímulos auditivos "voam" na velocidade do som, mas já estão próximos à velocidade da luz. Tudo estimula nosso olfato, tato, paladar. Eu já era crescidinha na "Era Mc Donald's", mas foi o auge dos estímulos visuais, auditivos, olfativos, gustativos e até a temperatura dos Pontos de Vendas, dos Locais de Alimentação com a marca McDonald's eram calculados, para atrair o público alvo, para determinados locais do ambiente interno e ficarem mais tempo aqui ou ali para consumirem mais. Será que a criança de 2.020 será igual a nós, que fomos crianças há algumas décadas? Com certeza, a velocidade da informação faz parte de sua vida, como natural e não como alucinante. Para grande parte dos leitores deste Artigo, o futuro, a velocidade acelerada da comunicação, do transporte era retratada no desenho de Hanna Barbera. "Os Jetsons"! Então, o título deste Artigo é redundante? Isto é, por que falar em "vida em constante afinação"? Vida traz o sentido de ser, existir, produzir, estabelecer processos fisiológicos, motores, sensoriais, intelectuais e emocionais. A constante afinação traz, implicitamente, a interpretação de um exercício, energia investida segundo objetivos e visando determinadas metas, consolidadas em competências aprendidas e treináveis. A palavra afinação é sinônima de acertar, combinar os tons de forma a gerarem um resultado harmônico e que satisfaça suas ansiedades, anseios e expectativas! Será que só as Leis que ditam direitos das pessoas "diferentes" são suficientes para tornar realidade um fato tão natural quanto uma nacionalidade, crença religiosa, cor de olhos? Nós, que somos profissionais, que optamos por trabalhar COM pessoas (e não PARA pessoas) temos como "missão" respeitar os direitos e as necessidades individuais. Desta forma, trabalhar para "Incluir" pessoas com deficiência no mercado de trabalho é uma tarefa natural. Tão natural quanto selecionar alguém que tem fluência no idioma Inglês e outro que tenha esta mesma fluência em espanhol. Ou quando estamos selecionando um digitador de microcomputador e de repente, na nossa frente aparece uma pessoa que não tem as duas mãos para ser entrevistada. Quem deve aceitar as diferenças somos nós! Ninguém pode e nem vai assumir esta decisão. É fundamental sabermos ver, ouvir, compreender, analisar e ressignificar o nosso conceito para cada tipo de deficiência. Eu falo da necessidade de não ver a pessoa com deficiência visual, por exemplo, como além de cega, ser surda sem conhecê-la ou ter conhecimento prévio sobre sua questão. Para nos prepararmos tecnicamente, existem recursos, instrumentos, caminhos a serem trilhados. Temos que aprender a aceitar estas diferenças e ver talento e competência no que se pode fazer no que existe de força e capacidade de ser estimulado e o potencial ser transformado em resultado real e visível. Isto depende única e exclusivamente de nós! De cada um de nós! Se não houver nem a abertura para parar e permitir rever de nada adiantará receber informações teóricas e técnicas. Vamos exercitar constantemente nossa entrega e afinação com a vida. Ganharemos o festival, se cantarmos juntos. |