Artigos

Casamento + Finanças = ?

Devido ao grande número de casamentos que acontecem no mês de Junho, este ganhou o rótulo de “mês das noivas”. E, se buscarmos estatísticas recentes, veremos que o número de casamentos não pára de subir. Então questiono: Será que estas pessoas estão se preparando financeiramente para isso? Como lidarão com as contas novas – aluguel ou prestação da nova casa? Será que os problemas na administração do dinheiro do casal podem prejudicar o casamento?

Quanto mais trabalho em minhas consultorias, mais vejo o quanto a questão do casamento pesa nas decisões financeiras. Os casais me perguntam sempre quais as melhores formas de administrar bem os recursos sem gerar grandes discussões. Como base em tudo que já vi, um modelo me parece bem interessante: Contas individuais separadas da Conta família. E funciona da seguinte maneira:

Partindo de um casal onde os dois possuam pelo menos uma fonte de renda cada, vale uma boa análise nos gastos da casa para se descobrir quanto é gasto com a família (aluguel, prestação de móveis, água, luz, telefone da casa, internet, manutenção da casa, gás, supermercado, açougue, feira, materiais de limpeza, produtos de higiene pessoal, etc.). Assim, saberemos quanto é necessário para o casal viver durante o mês. Como segundo passo, vale uma conversa para entender quanto deste valor cada um pode contribuir. Não há necessidade dos dois membros contribuírem igualmente, tudo vai depender das rendas de cada um. Caso um deles não tenha renda, já é certo que não poderá contribuir, mas de qualquer forma este poderá (e deverá) ajudar na administração do dinheiro da casa. Após definido o valor da casa e quanto cada um contribuirá, deve ser aberta uma conta corrente conjunta. Nesta os depósitos e pagamento serão feitos normalmente, atentando-se sempre para que sejam somente relativos à casa. Exemplo 1: um dos membros do casal vai ao salão de cabeleireiro para cortar os cabelos – não deve pagar com a conta conjunta, e sim com sua própria conta, pois se trata de uma despesa individual, e não do casal. Exemplo 2: o casal vai a um restaurante – esta despesa deve ser paga pela conta do casal, a não ser que um dos membros do casal queira presentear o outro com o jantar. Exemplo 3: um membro do casal vai ao supermercado – paga-se com a conta conjunta, pois é uma conta da casa.

Este método pode parecer um pouco individualista no começo, mas mantém a liberdade de cada membro do casal, além de apresentar de forma fácil de visualizar quem é o “gastador da casa”. Vale o casal se reunir periodicamente para acompanhar e analisar o extrato da conta conjunta. A idéia é aprenderem juntos sobre seus hábitos de consumo e, ao mesmo tempo, não se sentirem reprimidos com certas compras.

Ouvi de uma cliente minha há algumas semanas: “Se meu marido quiser comprar DVDs todos os meses, que o faça com o dinheiro dele. Ele que não venha gastar o dinheiro que é da casa com estas besteiras.” Neste exemplo, fica claro que o que é importante para um, muitas vezes é totalmente dispensável para o outro. Desde que ambos não tenham que pagar pela conta, a sensação de “justiça” é maior e, o mais importante, de “liberdade” também.

Vale criar dentro desta conta conjunta investimentos de longo prazo para o casal ou para a família como um todo. Investir para a faculdade de um filho, para a aposentadoria do casal, para a realização de uma viagem, a compra de uma casa, etc. são ótimos projetos quando realizados juntos. É só pensar que, quanto melhor cuidarem das contas da casa, mais dinheiro poderá ser investido nos sonhos que ambos desfrutarão.

Se um tiver sonhos ou projetos diferentes do outro, que faça seus investimentos separadamente para isso. Mas vale lembrar sempre, se um casal está junto e pretende continuar, é porque tem objetivos em comum e a realização destes projetos tende a fortalecer a união.

E você, o que acha deste método? Dê suas sugestões, faça suas críticas. Estamos aguardando suas opiniões.

Um forte abraço e até o próximo artigo.

 


Comente este artigo:
Nome
E-mail
Comentario